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Tem gente que sai de um término e, em vez de dar um tempo, sente uma pressa enorme de encontrar alguém o quanto antes. Outras pessoas passam cada casamento ou cada aniversário fazendo contas em silêncio, convencidas de que o tempo está acabando, mesmo que por fora pareça que está tudo bem.
Entendendo esse medo
A anuptafobia é um medo intenso e persistente de ficar sem parceiro ou de nunca encontrar alguém com quem dividir a vida. O nome junta raízes que significam não casado e medo. Não é um diagnóstico oficial nem aparece nos manuais usados pelos profissionais, e há pouca pesquisa sobre esse medo especificamente, mas o sofrimento que ele causa pode ser bem real.
Querer ter alguém é muito humano, e quase todo mundo sente essa preocupação em algum momento. Na anuptafobia, a ideia de ficar solteiro ocupa boa parte dos pensamentos e passa a decidir pela pessoa. Algumas sentem pânico depois de um término; outras vivem cada data marcante como uma contagem regressiva. Ela é diferente do medo de ficar sozinho, ou monofobia, que é o medo de estar sem companhia, e da solidão indesejada, que é a tristeza pela falta de vínculos. Aqui, o foco é a solteirice e o que a pessoa acha que ela diz a seu respeito.
Gatilhos comuns
- Um término ou um divórcio
- Amigos ficando noivos, casando ou tendo filhos
- Perguntas sobre quando você vai arrumar alguém
- Aniversários que parecem um prazo final
- Fotos de casais nas redes sociais
- Conversas em aplicativos de namoro que esfriam
- Festas de fim de ano e o Dia dos Namorados
- Comparações com irmãos, primos ou amigos
- Comentários sobre idade e relacionamento
Onde ele aparece
- Casamentos, batizados e almoços de família
- Aplicativos de namoro
- Redes sociais
- Saídas com amigos que estão todos em casal
- Fins de semana sozinho em casa
- Festas de trabalho para as quais os parceiros são convidados
- Filmes, novelas e músicas de amor
Sintomas
No corpo
- Aperto no peito
- Inquietação difícil de acalmar
- Coração acelerado ao pensar no futuro
- Sono ruim
- Dor de cabeça de tensão
- Mudanças no apetite
- Cansaço constante
Na mente
- Certeza de que vai ficar sozinho para sempre
- Sensação de que há algo errado com você
- Sentir que o tempo está acabando
- Comparar-se o tempo todo com quem está namorando
- Achar que sem um parceiro a vida está incompleta
- Medo de ficar de fora dos programas e do grupo
O que a pessoa costuma fazer
- Continuar em relações que a deixam infeliz
- Começar relacionamentos com pressa
- Checar os aplicativos de namoro sem parar
- Evitar casamentos e comemorações
- Aceitar menos do que deseja
- Deixar de lado amizades e interesses próprios
O que causa esse medo
Raramente existe uma causa só. Términos, perdas ou a sensação de ter sido abandonado podem deixar a ideia de que ficar sem parceiro é perigoso ou doloroso. O jeito como a pessoa se vê também influencia: quando a autoestima está baixa, ficar solteiro pode parecer uma prova de que algo está errado. Pesam muito as pressões da família, da cultura e da sociedade sobre a idade certa para ter alguém, e o estigma da solteirice, que em muitas culturas caiu sobretudo sobre as mulheres; no Brasil, a velha expressão ficar para titia mostra bem isso. Ver casais felizes todos os dias nas redes sociais pode alimentar a comparação. Alguns psicólogos também apontam experiências da infância e um jeito de pensar que sempre imagina o pior final. Procurar alguém só para acalmar o medo traz alívio por um tempo, mas a preocupação de fundo continua lá.
Como pode afetar a sua vida
Uma pesquisa da Universidade de Toronto, no Canadá, mostrou que as pessoas com mais medo de ficar solteiras tendiam a aceitar menos nos relacionamentos e, às vezes, permaneciam em relações que as deixavam infelizes. O medo também pode tirar o prazer do tempo com amigos e família e transformar comemorações que deveriam ser alegres em momentos dolorosos. A ansiedade pode afetar o sono, o humor e a autoconfiança, e dificultar relaxar e ser quem você é ao conhecer alguém.
O que pode ajudar no dia a dia
- Questionar a ideia de que vai ficar sozinho para sempre e se perguntar que provas reais existem
- Separar estar solteiro de estar sozinho, e perceber os vínculos que já existem na sua vida
- Dedicar tempo a amizades, interesses e programas de que você gosta agora, não só pensando no futuro
- Dar um tempo das redes sociais ou dos aplicativos de namoro quando notar que eles deixam você pior
- Praticar uma respiração lenta quando a angústia aparecer, soltando o ar mais devagar do que puxa
Quando procurar ajuda
Vale buscar ajuda se o medo mantém você numa relação em que não se sente bem ou seguro, se impede você de aproveitar a vida ou se provoca um desânimo que não passa. Converse com um médico, procure a Unidade Básica de Saúde (UBS) ou um psicólogo ou psiquiatra, principalmente se a ansiedade afeta o seu sono ou a sua rotina. Se o medo vem de experiências difíceis, como perdas ou términos dolorosos, um profissional pode ajudar você a trabalhá-las no seu ritmo. Se em algum momento você se sentir muito para baixo ou muito sozinho, o CVV atende pelo 188, a qualquer hora.
Como a hipnoterapia pode ajudar
A hipnoterapia trabalha com um estado de relaxamento profundo e atenção focada. No medo de ficar solteiro, ela costuma ser usada para trabalhar a crença de que não ter um parceiro significa fracassar ou ficar sozinho para sempre. Também é usada para acalmar a ansiedade que aparece em casamentos, aniversários ou datas marcantes, e para fortalecer a sensação de valor próprio, com ou sem alguém ao lado. A hipnoterapia não substitui o cuidado médico nem psicológico, e os resultados variam de pessoa para pessoa.
Fale com uma especialista

Fabiana de Siqueira, hipnoterapeuta
Fabiana de Siqueira é hipnoterapeuta e atende pelo Zoom pessoas que falam português, no Brasil e em outros países. Se esse medo está pesando na sua vida, você pode marcar uma conversa inicial gratuita com ela para contar o que sente e entender se a hipnoterapia faz sentido para você. Conheça a história da Fabiana.
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Perguntas frequentes
O que é anuptafobia?
É um medo intenso e persistente de ficar solteiro ou de nunca encontrar um parceiro. Não é um diagnóstico oficial e há pouca pesquisa sobre ele, mas, quando ocupa boa parte dos pensamentos e guia as decisões, pode causar muito sofrimento e merece ser levado a sério.
É normal ter medo de ficar solteiro?
Preocupar-se de vez em quando com não ter alguém é muito comum, principalmente depois de um término ou em fases em que muitas pessoas próximas estão casando. Vira um problema quando o medo domina os seus pensamentos, faz você sofrer com frequência ou leva você a tomar decisões que, na verdade, não quer.
Estar solteiro é o mesmo que se sentir sozinho?
Não. Estar solteiro é uma situação, e se sentir sozinho é uma emoção. Há pessoas sem parceiro que se sentem acompanhadas pelos amigos e pela família, e pessoas num relacionamento que se sentem sozinhas. Diferenciar as duas coisas ajuda a ver o que realmente preocupa você.
Só as mulheres têm medo de ficar solteiras?
Não. A pressão social sobre a solteirice pesou mais sobre as mulheres em muitas culturas, como mostra a expressão ficar para titia, mas uma pesquisa da Universidade de Toronto encontrou níveis parecidos de preocupação com ficar solteiro em homens e mulheres.
Como superar o medo de ficar solteiro?
Costuma ajudar questionar a ideia de que ficar solteiro é um fracasso, cuidar dos vínculos e dos interesses que você já tem e buscar apoio profissional se o medo limita a sua vida. A terapia cognitivo-comportamental trabalha os pensamentos catastróficos, e outras abordagens ajudam a aceitar a ansiedade sem que ela decida por você.
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Uno TV: Anuptafobia, miedo a quedarte soltero; qué es, cuáles son sus síntomas · Artículo 14: Qué es la anuptafobia o el miedo a quedarse soltera · University of Toronto: Bad relationships and the fear of being single
