Medo de explosão nuclear (atomosofobia)

In English: read about this fear on Phobia Guru.

Basta uma manchete sobre armas nucleares, o som de uma sirene ou uma cena de filme para algumas pessoas sentirem o coração disparar e não conseguirem pensar em outra coisa por horas. Há quem passe a noite lendo notícias no celular ou imaginando o que aconteceria, mesmo sem nada ter mudado ao seu redor.

Entendendo esse medo

A atomosofobia, também chamada de nucleomitufobia, é um medo intenso e persistente de uma explosão atômica ou de uma guerra nuclear. Há pouca pesquisa sobre esse medo especificamente, por isso ele é entendido principalmente a partir do que se sabe sobre as fobias específicas. Nelas, o medo é desproporcional ao perigo imediato e gera tanta ansiedade que a pessoa tenta evitar tudo o que o lembra.

Sentir inquietação com notícias sobre conflitos ou armas é uma reação humana compreensível, e em épocas de tensão internacional muita gente passa por isso. Às vezes se fala em ansiedade nuclear. Na fobia, o medo não diminui quando a notícia sai de cena. Ele é ativado por imagens, palavras ou sons, ocupa boa parte do dia e leva a pessoa a evitar telejornais, filmes e conversas ou, ao contrário, a procurar informação sem parar.

Gatilhos comuns

  • Manchetes sobre armas nucleares ou tensões entre países
  • Simulados de emergência
  • Sirenes ou alarmes tocando
  • Filmes, séries e documentários sobre o tema
  • Imagens de explosões em notícias ou redes sociais
  • Aniversários de fatos históricos
  • Barulhos altos e inesperados
  • Ouvir falar de usinas nucleares ou de radiação

Onde ele aparece

  • Diante da TV, na hora do telejornal
  • Ao ver notícias e redes sociais no celular
  • Na escola ou no trabalho, durante simulados
  • No cinema ou vendo séries em casa
  • Na cama, antes de dormir
  • Em conversas de família sobre as notícias

Sintomas

No corpo

  • Coração disparado ao ler uma notícia
  • Respiração rápida ou sensação de falta de ar
  • Aperto no peito
  • Suor e tremores
  • Insônia ou pesadelos
  • Sustos com barulhos altos

Na mente

  • Imaginar o pior várias vezes
  • Sensação de que o perigo é iminente
  • Impotência por não poder controlar o que acontece no mundo
  • Sentir que não adianta fazer planos para o futuro
  • Preocupação constante com a segurança da família

O que a pessoa costuma fazer

  • Checar as notícias muitas vezes por dia
  • Evitar totalmente os telejornais
  • Sair da sala quando alguém fala do assunto
  • Pesquisar na internet o que aconteceria em cada cenário
  • Pedir aos outros que confirmem que não há perigo
  • Repassar planos de emergência várias vezes

O que causa esse medo

Não se conhece uma causa única. As notícias sobre conflitos chegam o tempo todo, a qualquer hora, pelo celular, e isso pode manter o alarme ligado. Algumas pessoas ficaram marcadas por um simulado, uma história de família ou um filme. Como em outras fobias, pesam os casos de ansiedade na família, um temperamento mais sensível e a sensação de não ter nenhum controle sobre o que acontece. Checar as notícias traz um alívio rápido, mas costuma aumentar a preocupação, e evitar o assunto por completo também não deixa o medo diminuir.

Como pode afetar a sua vida

Esse medo pode atrapalhar o sono, a concentração no trabalho ou nos estudos e o ânimo de forma geral. Há quem passe horas lendo notícias e quem evite qualquer telejornal, mesmo que isso deixe a pessoa por fora do que acontece. Algumas pessoas sentem que não vale a pena fazer planos de longo prazo. Em casa, a preocupação pode passar para os filhos ou criar tensão com quem não tem o mesmo medo, e a sensação de ameaça constante pode deixar a pessoa esgotada.

O que pode ajudar no dia a dia

  • Limitar o tempo com notícias e escolher um ou dois horários fixos do dia para se informar em fontes confiáveis
  • Deixar notícias e redes sociais de fora na hora antes de dormir
  • Ver uma vez o que a Defesa Civil recomenda em emergências e depois encerrar o assunto
  • Treinar uma respiração lenta ou um exercício de atenção plena quando vier a preocupação
  • Passar tempo ao ar livre, se movimentar e conversar com pessoas de confiança
  • Com crianças, responder com calma e palavras simples, de acordo com a idade, sem dar mais detalhes do que elas pedem

Quando procurar ajuda

Vale buscar ajuda se o medo tira o seu sono, impede você de se concentrar ou leva você a evitar atividades, ou se você sente que já não consegue fazer planos por causa dessa preocupação. Converse com um médico, procure a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima ou um psicólogo ou psiquiatra. Se você sentir uma dor repentina no peito ou falta de ar, ligue para o SAMU (192), porque só um profissional pode confirmar se é ansiedade. Se você anda desanimado ou muito sozinho, o CVV atende pelo 188, a qualquer hora.

Como a hipnoterapia pode ajudar

A hipnoterapia trabalha com um estado de relaxamento profundo e atenção focada. No medo de explosão nuclear, ela costuma ser usada para acalmar a reação de alarme que dispara com manchetes, sirenes ou imagens. Também é usada para ensaiar na imaginação situações como assistir a um telejornal ou participar de um simulado enquanto o corpo continua tranquilo. A hipnoterapia não substitui o cuidado médico, e os resultados variam de pessoa para pessoa.

Fale com uma especialista

Fabiana de Siqueira, hipnoterapeuta

Fabiana de Siqueira, hipnoterapeuta

Fabiana de Siqueira é hipnoterapeuta e atende pelo Zoom pessoas que falam português, no Brasil e em outros países. Se esse medo está pesando na sua vida, você pode marcar uma conversa inicial gratuita com ela para contar o que sente e entender se a hipnoterapia faz sentido para você. Conheça a história da Fabiana.

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Perguntas frequentes

O que é atomosofobia?

É um medo intenso e persistente de uma explosão atômica ou de uma guerra nuclear. É considerada uma fobia específica: o medo aparece com notícias, simulados ou imagens, ocupa muito espaço na mente e leva a pessoa a evitar o assunto ou a procurar informação sem parar.

É normal ter medo de uma guerra nuclear?

Sentir preocupação quando as notícias falam de armas nucleares é compreensível e acontece com muita gente. Na maioria das vezes, essa inquietação sobe e depois baixa. Vale prestar atenção quando ela não passa, tira o seu sono ou começa a limitar o seu dia a dia.

Como parar de pensar em guerra nuclear?

Tentar não pensar em algo costuma ter o efeito contrário. Ajuda mais reduzir o tempo com notícias, evitá-las antes de dormir, manter a rotina e treinar a respiração lenta. Se os pensamentos continuam ocupando boa parte do dia, um psicólogo ou outro profissional de saúde mental pode ajudar você a lidar com eles.

Como falar com as crianças sobre o medo de guerra nuclear?

O melhor é primeiro ouvir o que elas sabem e o que as preocupa, e responder com calma, com palavras simples e de acordo com a idade. Não é preciso dar mais detalhes do que elas pedem. Limitar o que veem nas notícias e manter a rotina traz segurança.

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