In English: read about this fear on Phobia Guru.
Para muita gente, o Carnaval e as festas à fantasia são pura diversão. Para outras pessoas, são semanas de tensão, porque a qualquer momento pode surgir alguém com o rosto coberto. Tem criança que chora quando o mascote do time se aproxima no estádio e adulto que, sem saber explicar por quê, sente o coração na boca diante de uma máscara.
Entendendo esse medo
O medo de máscaras e fantasias, às vezes chamado de maskafobia, é um medo intenso e persistente de pessoas com o rosto coberto ou transformado: máscaras, fantasias de corpo inteiro, mascotes de times e personagens de parques e festas infantis. Ele se encaixa entre as fobias específicas. Achar uma máscara um pouco estranha é muito comum. Na fobia, ver alguém fantasiado, ou até pensar em uma festa com fantasias, pode provocar pânico, choro ou uma vontade urgente de sair de perto.
O que costuma assustar é não conseguir ver o rosto verdadeiro. As pessoas leem no rosto dos outros se alguém é amigável ou perigoso, e a máscara esconde essa informação ou a deixa parada em uma expressão que não muda. Por isso a ansiedade tende a subir à medida que o personagem se aproxima. É um medo frequente em crianças pequenas, que ainda estão aprendendo a separar a fantasia da realidade, e muitas o superam ao crescer. Em algumas pessoas ele continua na vida adulta, e às vezes tem relação com o medo de palhaço.
Gatilhos comuns
- Máscaras de Dia das Bruxas e de terror
- Personagens de corpo inteiro com cabeça grande
- Mascotes em estádios e eventos esportivos
- Máscaras e fantasias de Carnaval
- Maquiagem que cobre o rosto inteiro
- Alguém que aparece de repente de máscara
- Um personagem fantasiado que chega perto ou quer abraçar
- Fantasias que cobrem os olhos
- Mascarados em filmes, séries e videogames
Onde ele aparece
- Festas infantis e aniversários com personagens vivos
- Blocos de rua, desfiles e bailes de Carnaval
- Festas de Dia das Bruxas
- Parques temáticos e parques de diversões
- Estádios e eventos esportivos
- Shoppings com Papai Noel no fim de ano
- Festas à fantasia na escola ou no trabalho
- Filmes e jogos de terror
Sintomas
No corpo
- Coração disparado
- Suor e tremores
- Respiração rápida
- Ficar paralisado
- Mal-estar no estômago
- Choro ou gritos, principalmente em crianças
- Vontade urgente de sair correndo
Na mente
- Não saber quem está debaixo da máscara
- Não conseguir prever o que o outro vai fazer
- Sensação de ameaça quando o personagem se aproxima
- Pensar com dias de antecedência no Carnaval
- Vergonha de ter esse medo
- Medo de ter uma crise de pânico em público
O que a pessoa costuma fazer
- Se esconder ou sair do lugar
- Recusar convites para festas à fantasia
- Perguntar antes se o evento vai ter mascotes ou personagens
- Ficar em casa durante o Carnaval
- Cobrir os olhos ou olhar para o outro lado
- Se agarrar a um adulto, no caso das crianças
O que causa esse medo
Não existe uma causa única. Parte da explicação está no cérebro: o rosto é uma das principais pistas para saber se alguém é de confiança, e quando ele está escondido essa pista some. Para crianças pequenas, que ainda estão desenvolvendo a capacidade de reconhecer rostos, um personagem enorme com uma cabeça que não se mexe pode ser bem confuso. Um susto, como alguém que surgiu de repente de máscara, ou filmes de terror vistos muito cedo também podem deixar marcas. O medo pode ser aprendido ao ver um adulto reagir com pânico, e é mais provável em quem já tem ansiedade ou outras fobias. Cada vez que a pessoa foge da situação, o alívio imediato reforça o alarme.
Como pode afetar a sua vida
Como máscaras não aparecem todos os dias, muita gente passa boa parte do ano tranquila. Mas quando o Carnaval, o Dia das Bruxas ou as festas de fim de ano se aproximam, pode surgir uma angústia que dura semanas. Algumas famílias deixam de ir a parques, jogos ou aniversários, e pais com esse medo sofrem nas festas infantis dos filhos. Há adultos que recusam a festa à fantasia da empresa ou se isolam em certas datas, e muitos escondem o medo por receio de virar piada. Se aparecem crises de pânico, a preocupação em ter outra pode se espalhar para outros lugares cheios de gente.
O que pode ajudar no dia a dia
- Ver uma pessoa de confiança colocar e tirar uma máscara, para lembrar que debaixo dela há alguém conhecido
- Perguntar antes de um evento se haverá personagens fantasiados, para não ser pego de surpresa
- Praticar uma respiração lenta quando um personagem aparecer, soltando o ar devagar
- Ir no seu ritmo e manter a distância de que precisa, começando por fotos de fantasias simpáticas
- Com crianças, conversar com calma sobre a fantasia e nunca obrigá-las a chegar perto ou a tocar em um personagem
Quando procurar ajuda
Vale procurar ajuda se o medo faz você recusar encontros de família, eventos ou passeios com os seus filhos, se dura meses ou está aumentando, ou se provoca crises de pânico. Se a ansiedade está atrapalhando o seu dia a dia, converse com um médico, procure a Unidade Básica de Saúde (UBS) ou busque um psicólogo ou psiquiatra. Em crianças pequenas esse medo é comum e costuma passar com o tempo, mas vale conversar com o pediatra se ele for muito intenso, durar meses ou atrapalhar as atividades da idade.
Como a hipnoterapia pode ajudar
A hipnoterapia trabalha em um estado de relaxamento profundo e atenção focada. No medo de máscaras e fantasias, ela costuma ser usada para identificar o que dispara o alarme, como um rosto que não se mexe, um susto do passado ou a proximidade de um personagem. Também é comum ensaiar na imaginação cenas como uma festa à fantasia ou um bloco de Carnaval, até elas parecerem possíveis, e treinar formas de acalmar a reação automática de medo. A hipnoterapia não substitui o cuidado médico, e os resultados variam de pessoa para pessoa.
Fale com uma especialista

Fabiana de Siqueira, hipnoterapeuta
Fabiana de Siqueira é hipnoterapeuta e atende pelo Zoom pessoas que falam português, no Brasil e em outros países. Se esse medo está pesando na sua vida, você pode marcar uma conversa inicial gratuita com ela para contar o que sente e entender se a hipnoterapia faz sentido para você. Conheça a história da Fabiana.
Marcar conversa gratuita pelo Zoom
Conversa de 30 minutos, sem compromisso.
Perguntas frequentes
Qual é o nome do medo de máscaras?
Às vezes ele é chamado de maskafobia ou masclofobia, mas esses não são termos médicos oficiais. É visto como uma fobia específica: um medo intenso e persistente de máscaras, fantasias e personagens fantasiados, muito mais forte do que o simples incômodo que muita gente sente.
Por que máscaras dão medo?
Porque escondem o rosto, que é onde as pessoas procuram sinais de que alguém é amigável ou perigoso. A máscara deixa uma expressão fixa, que não muda, e isso torna difícil adivinhar o que quem a usa sente ou vai fazer. Para o cérebro, essa falta de informação pode parecer uma ameaça.
É normal criança ter medo de fantasia e de personagem?
Sim, é comum em crianças pequenas, que ainda estão aprendendo a separar o real do imaginário e a reconhecer rostos. Muitas superam com o tempo. Ajuda não forçar a aproximação, explicar com calma que existe uma pessoa debaixo da fantasia e conversar com o pediatra se o medo for muito intenso ou durar meses.
É a mesma coisa que medo de palhaço?
Os dois estão ligados, porque em ambos o rosto fica escondido ou transformado. O medo de palhaço se concentra nesse personagem, enquanto o medo de máscaras e fantasias é mais amplo e inclui mascotes, personagens de festas e máscaras de todo tipo.
Como perder o medo de máscaras?
Costuma ajudar ir aos poucos, começando por imagens de fantasias simpáticas e avançando no seu ritmo, com técnicas de respiração para acalmar o corpo. Se o medo limita a sua vida, a terapia de exposição gradual, dentro da terapia cognitivo-comportamental, é a abordagem mais usada, e a hipnoterapia também é usada para trabalhar o medo.
Leia mais
Manual MSD Versão Saúde para a Família: Fobias específicas · Cleveland Clinic: Coulrophobia (fear of clowns) · NHS: Phobias
