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Em uma festa de aniversário, enquanto todo mundo se diverte, tem quem não consiga tirar os olhos do arco de balões em volta da mesa do bolo. Cada vez que uma criança aperta um, o corpo fica em alerta esperando o estouro. Para outras pessoas, o mal-estar aparece só de ver um pacote de bexigas na loja ou ouvir o rangido da borracha quando alguém enche um balão.
Entendendo esse medo
A globofobia é um medo intenso e persistente de balões, que em muitos lugares do Brasil também são chamados de bexigas. Na maioria dos casos, o que mais assusta é o estouro, aquele barulho forte e repentino que pode vir a qualquer momento. Algumas pessoas também sentem aversão ao rangido do látex, ao cheiro ou à textura. Muita gente leva um susto quando um balão estoura e, segundos depois, já está rindo. Na fobia, a reação é muito maior do que o perigo real e leva a evitar festas, comemorações ou lojas.
Para algumas pessoas, o pior é a espera: ver alguém encher um balão demais ou apertá-lo sem saber quando ele vai estourar. Para outras, é a vergonha de se assustar na frente de crianças ou colegas por algo que os outros acham inofensivo. Esse medo costuma começar na infância e muitas vezes vem junto com uma sensibilidade a outros barulhos repentinos, como bombinhas e rojões. Os manuais clínicos não dão a ele um nome próprio, mas ele é entendido como uma fobia específica.
Gatilhos comuns
- Um balão estourando por perto
- Ver alguém encher um balão até o limite
- Crianças apertando, pisando ou sentando em balões
- Alfinetes, chaves ou objetos com ponta perto de um balão
- O rangido do látex quando alguém esfrega o balão
- O cheiro de borracha
- Balões encostando no teto, em uma lâmpada ou em uma parede áspera
- Balões soltos rolando pelo chão
- Lança-confetes e outros estouros surpresa
- Brincadeiras de festa em que é preciso estourar balões
Onde ele aparece
- Festas de aniversário infantil
- Casamentos, formaturas e chás de bebê
- Lojas de artigos para festa
- Inaugurações e eventos promocionais
- Comemorações na escola ou no trabalho
- Quermesses, parques de diversão e desfiles
- Restaurantes e buffets decorados para festa
- Vídeos na internet em que balões estouram
Sintomas
No corpo
- Susto intenso com qualquer barulho parecido
- Coração disparado ao ver balões no ambiente
- Músculos tensos e ombros encolhidos
- Suor e tremores
- Respiração rápida e curta
- Tapar os ouvidos sem pensar
- Enjoo ou frio na barriga
Na mente
- Esperar o estouro a qualquer momento
- Procurar balões pelo ambiente assim que chega
- Angústia dias antes de uma festa
- Vergonha de reagir assim na frente dos outros
- Dificuldade para se concentrar ou conversar com balões por perto
- Saber que o medo é exagerado e não conseguir controlá-lo
O que a pessoa costuma fazer
- Recusar convites para aniversários e comemorações
- Pedir que tirem ou afastem os balões
- Sentar longe da decoração ou perto da saída
- Sair do lugar quando alguém começa a encher balões
- Evitar lojas de festa ou corredores com balões
- Deixar a decoração por conta de outra pessoa
O que causa esse medo
Um ponto de partida frequente é um balão que estourou bem perto do rosto na infância, às vezes de brincadeira. O medo também pode ser aprendido ao ver alguém da família se assustar com estouros, e um histórico de ansiedade na família pode influenciar. Há quem não se lembre de nenhum episódio e simplesmente tenha um reflexo de susto muito forte ou uma sensibilidade especial a barulhos altos. Como nunca se sabe quando um balão vai estourar, a mente fica de guarda. E cada vez que a pessoa evita os balões, perde a chance de perceber que o estouro é forte, mas inofensivo, e assim o medo se mantém.
Como pode afetar a sua vida
Os balões aparecem em quase todas as comemorações, por isso esse medo pesa mais do que parece. Há mães e pais que sofrem no aniversário dos próprios filhos, crianças que não querem ir à festa dos colegas e adultos que deixam de ir a casamentos ou eventos de trabalho. Muitas pessoas escondem o motivo por medo de virar piada, o que pode trazer isolamento e frustração. Outras vão, mas passam a festa inteira de olho em cada balão e voltam para casa exaustas.
O que pode ajudar no dia a dia
- Lembrar que o estouro de um balão é alto e incômodo, mas não é perigoso
- Treinar uma respiração lenta e soltar os ombros quando vir balões
- Avançar no seu ritmo e em passos pequenos: fotos de balões, depois vídeos sem som e, mais tarde, um balão vazio por perto
- Contar a quem organiza a festa o que ajuda você, como deixar os balões longe do seu lugar
- Se o seu filho tem esse medo, manter a calma, não estourar balões para provar nada e combinar um jeito simples de sair da festa
Quando procurar ajuda
Vale buscar ajuda se o medo faz você recusar festas e encontros com frequência, se provoca crises de pânico ou se já está limitando há meses a sua vida social, familiar ou profissional. Nas crianças, o medo de barulhos altos é comum e costuma passar; se for muito intenso, durar meses ou impedir a criança de participar das atividades da escola, vale conversar com o pediatra. Se a ansiedade está atrapalhando o seu dia a dia, converse com um médico, procure a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima ou busque um psicólogo ou psiquiatra.
Como a hipnoterapia pode ajudar
A hipnoterapia trabalha em um estado de relaxamento profundo e atenção focada. No medo de balão, ela costuma ser usada para identificar ao que a mente está reagindo de fato, seja o estouro, a espera, a textura ou uma lembrança específica, e para diminuir a carga emocional dessa lembrança. Também é comum ensaiar na imaginação uma festa com balões enquanto o corpo se mantém tranquilo. A hipnoterapia não substitui o cuidado médico, e os resultados variam de pessoa para pessoa.
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Fabiana de Siqueira, hipnoterapeuta
Fabiana de Siqueira é hipnoterapeuta e atende pelo Zoom pessoas que falam português, no Brasil e em outros países. Se esse medo está pesando na sua vida, você pode marcar uma conversa inicial gratuita com ela para contar o que sente e entender se a hipnoterapia faz sentido para você. Conheça a história da Fabiana.
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Perguntas frequentes
O que é globofobia?
É o medo intenso e persistente de balões, ou bexigas. O mais comum é que o foco seja o barulho do estouro, mas o medo também pode envolver o cheiro, a textura ou o rangido do látex. É considerado uma fobia específica quando o medo é desproporcional, dura bastante tempo e leva a evitar situações do dia a dia.
Por que tenho medo de balão?
Muitas vezes o medo começa com um balão que estourou perto na infância ou ao ver alguém se assustar com estouros. Outras pessoas não lembram como começou e têm um reflexo de susto naturalmente muito forte. Não saber quando um balão vai estourar mantém a mente em alerta e alimenta o medo.
É normal criança ter medo de balão?
Sim, muitas crianças se assustam com barulhos altos e repentinos, e isso costuma passar com o tempo se os adultos reagem com calma. Se o medo for muito intenso, durar meses ou impedir a criança de ir a festas ou atividades da escola, vale conversar com o pediatra.
Como perder o medo de balão?
Costuma ajudar se aproximar dos balões aos poucos e no seu ritmo, acompanhando cada passo com uma respiração lenta, em vez de evitá-los por completo. A exposição gradual dentro da terapia cognitivo-comportamental e a hipnoterapia são abordagens usadas para esse tipo de medo.
A globofobia tem a ver com medo de barulho alto?
Muitas vezes, sim. Muitas pessoas com medo de balão também se assustam muito com bombinhas, rojões, fogos de artifício ou outros estouros. Nesses casos, o que mais assusta costuma ser o barulho repentino, e não o balão em si.
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Mayo Clinic: Fobias específicas, síntomas y causas · Manual MSD Versão Saúde para a Família: Fobias específicas · Live Science: 10 unusual phobias that actually exist
